José de Faria Costa

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Vida Literária

  
 

 "Canto Longo & Outros Poemas" é a quinta obra poética de Francisco d'Eulália, tendo sido editada em 2015 pela Modo de Ler.

 "Mas desta vez, no Canto Longo & Outros Poemas, parece que o estro de Francisco d'Eulália requintou neste seu jeito de recorrer, por um lado, à escrita contida e reduzida ao mínimo de expressão e, por outro, à estrutura antitética de enunciados e conceitos antagónicos para com eles fazer ressaltar o sentido complexo e dialéctico do mundo, da sociedade e da alma humana. Como o próprio título de capa anuncia, este livro consta de duas partes. A primeira, com nome de Canto Longo, apresenta-se redigida em prosa, mas em prosa apenas formal e etimológica, porque a sua composição de andamento rítmico e cadencial e mesmo o seu conteúdo são os de um verdadeiro poema e, por isso, de um canto, como é toda a poesia, que afinal surgiu para ser cantada. (...) Constituem a segunda parte desta obra os Outros Poemas, num total de setenta e sete composições em verso livre e dotadas de uma dimensão nem sempre igual, mas de tal modo curta que o seu conjunto se cifra na média global de 13 versos por poema (...) Estes dados demonstram e confirmam o carácter extremamente conciso que define a obra de Francisco d'Eulália e que se impõe como uma das marcas dominantes da sua escrita ". (Sebastião Tavares de Pinho)

 

"66 Poemas e Onze Repetições" é a quarta obra poética de Francisco d'Eulália, tendo sido editada em 2013 pela Modo de Ler.

"A sua voz lírica, se encontra a sua expressão mais alta e complexa nos poemas de índole gnómica e meditativa, possui uma versatilidade admirável que lhe permite cultivar outras formas, outros ritmos e outros temas. Leia-se, por exemplo, o poema anomalamente longo, no contexto do poemário em que se integra, intitulado «Isto é um chapéu», com o seu ritmo reiterativamente jaculatório e o seu dispositivo figural de genealogia surrealista. Encantaram-me, sobremaneira os tercetos de «Minha mãe eu fui à feira», pequena jóia de reescrita das cantigas de amigo em que a filha fala com a mãe, invocando-a, em versos de sortílega musicalidade aliterativa, como confidente dos seus desejos e dos seus infortúnios". (Vítor Aguiar e Silva)

 

 

"Poesia & Minuscula Moralia" é a terceira obra poética de Francisco d'Eulália, tendo sido editada em 2010 pela Modo de Ler.

"Em artista consumado, Francisco d'Eulália soube, nestas Poesia & Minuscula Moralia, através do diálogo do aforismo e do canto (pois que é a palavra que melhor convém aos breves poemas das páginas ímpares) encontrar um perfeito equilíbrio entre uma secura geométrica sabiamente ambivalente e o pequeno delírio da imaginação sempre hiperbólica e contraditória. O leitor repousa através desta ritmanálise da alma que possui a virtude de recordar laços secretos, e tão esquecidos, da moral e da poesia. Escusado será dizer que a leitura destas páginas reclama condições particulares: solidão, tempo, um desgosto a consolar, um coração a fortificar, uma paixão a racionalizar ou uma razão a apaixonar". (Cristina Robalo Cordeiro)

 

Dois anos após a sua última obra, “No Regaço da Memória” surge como o segundo livro de poemas de Francisco d’Eulália.

“(...) Na realidade, a poesia, a boa, a verdadeira, não seria o que é se não começasse por cegar o leitor, e particularmente o crítico, cuja tarefa é (justamente) a de esclarecer. (...) [Aqui] o poeta (...) visa um pequeno público de espíritos requintados e aptos a saborearem a sua virtuosidade, partilhando emoções raras (...). Não se trata pois de convencer nem tão pouco de fazer sonhar ou chorar, mas ao invés de acordar, de estimular a consciência do leitor ou do autor. (...) Exercício e jogo da inteligência, esta poesia «erudita» é uma arte da maturidade. (...) O pequeno número de textos, o pequeno número de palavras tão escolhidas de que se compõem não só impedem qualquer fadiga, mas acabam por criar o desejo de os relermos”, são as palavras de Cristina Robalo Cordeiro, na apresentação da obra.

 

Já em 2003, publica uma antologia das crónicas que escreve semanalmente para O Primeiro de Janeiro, editada pela Fólio Edições, sob o título A Razão das Coisas.

No prefácio, escreve o Dr. Miguel Veiga que "estas «Crónicas» de Faria Costa, publicadas no diário «O Primeiro de Janeiro», no período compreendido entre Outubro de 2002 a Julho de 2003, apesar da sua cronologia, são o tempo abolido. Breves e eternas como certos encontros, os tais que há. Gosto deste trabalho rigoroso e pautado de rédea curta, e, no caso, de um volteio de grande precisão, de escultural e sedutora elegância plástica também com que Faria Costa trabalha, no seu manège, o cavalo alado e desobrigado no vento da literatura".

 

 A sua mais recente obra, publicada pela Fólio Edições em 2005, intitula-se Cartas a Sofia. Também aqui se trata de uma antologia dos textos publicados em O Primeiro de Janeiro, de 6 de Dezembro de 2003 a 31 de Julho de 2004.

"Maravilhosamente vocacionadas para a escrita na água, não raro a mais pertinaz a actuante das escritas, afeitas a integrar um portfolio de nuvens de admirável esplendor, as Cartas a Sofia, de José de Faria Costa, invadem o silêncio com uma mão repleta de ideias de oiro, e retomam a fiação das efemérides que desencadearam o seu nascimento. Guardemo-las então na estante mais prezada, e mais acessível, da nossa biblioteca, aquela onde se arquivam os atestados de talento, e da meditação sobre ele, esses que sempre, e com renovada sede, voltaremos fatalmente a compulsar" são as palavras de Mário Cláudio, no prefácio que faz desta obra.


"A Raiz do Teu Gesto" é o primeiro livro de poemas de Francisco d'Eulália. Com uma poesia comparável à de Casais Monteiro, como escreveu Manuel Alegre, à de Sophia de Mello Breyner, à de Sapho…


Independentemente de quaisquer comparações que se possam fazer, a verdade é que, apesar das múltiplas influências, o seu estilo é único. Cada um dos poemas é um momento que nos envolve, irrepetível, cuja descrição faz reflectir uma pessoalização única da vida. Com um domínio exímio da musicalidade de cada palavra, cada sílaba, cada letra, "A Raiz do Teu Gesto" é uma melodia de entono sensorial, que canta quem o escreveu e encanta quem o lê.
E o "outro" que domina o "eu" que escreve provoca os mais variados lugares, repletos de contrastes entre a cor e o negro, a luz e a sombra.
 


Ainda sob o pseudónimo Francisco d'Eulália dá à estampa, em 2002, a obra A cor da manhã, também editada pela Quarteto Editora.    

"Este livro é oferecido a um pássaro. Da Polinésia. Dizem uns que se chama pyau-pyau. Outros bau-bau. Nunca ninguém o viu. Juram. Todavia, todos sabem que existe há milhares de anos. Depois de longas e aturadas investigações inclino-me para que definitivamente se chame bau-bau, não tanto porque tenha uma certeza científica mas porque numa noite de luz intensa vi-o, lá, numa pequena ilha do sudoeste. Sublime, ao longe, em sonoridades únicas de bau-bau. Nunca me acreditaram. O que não é desrazoável e também não faz mal".

 

 

José Francisco de Faria Costa inicia a sua vida literária, sob o pseudónimo Francisco d'Eulália, com a obra Belém e outros escritos breves, editada em 1999 pela Quarteto Editora.

A propósito deste primeiro livro Cristina Robalo Cordeiro disse [...] Nenhum "bavardage" aqui, no entanto, nenhuma palavra mais. Apenas a palavra certa que aspira à perfeição e à pureza, a palavra contida e concisa, a de uma escrita de brevidade. E a tentação é grande de procurar a etimologia grega da palavra com que o autor assume a sua autoridade de homem de letras e de a decompor nos dois elementos que a constituem: eu/lalia. Voltemos então ao nosso ponto de partida: Francisco d'Eulália (o escritor que não conhecíamos, o autor que acabámos de conhecer) não é então senão aquele que nos traz, em escritos breves, a palavra boa, a palavra feliz.